O secretário de Coordenação Produtiva, Pablo Lavigne, se reunirá hoje com autoridades da União Industrial Argentina (UIA) para discutir questões relacionadas a impostos, energia e concorrência desleal.
A agenda inclui também as recentes mudanças implementadas pela Comissão Nacional de Valores (CNV) em relação ao movimento de fundos em contas comitentes, e ocorre após um tenso Dia da Indústria em que empresários criticaram o ministro da Economia, Luis Caputo. A reunião busca abordar temas que já foram discutidos anteriormente entre o Governo e a UIA, embora chegue em um momento de controvérsia após as declarações de Moretti, que questionou as habilidades do ministro.
Um dos temas centrais na reunião será uma reivindicação pela modificação que a CNV estabeleceu para as contas comitentes. Uma fonte próxima indicou que isso representa um problema considerável, especialmente para as pequenas e médias empresas (PMEs). A CNV decidiu que as transações em contas comitentes devem ser realizadas exclusivamente por meio de transferências bancárias, fechando assim a possibilidade de usar cheques eletrônicos para depósitos.
Essa norma afeta empresas que têm operado no mercado de capitais usando o sistema de cheques eletrônicos. A autoridade reguladora justificou sua decisão como uma tentativa de assegurar a disponibilidade imediata de fundos e melhorar os mecanismos de controle, embora tenha gerado preocupações sobre a arrecadação do imposto sobre débitos e créditos bancários.
Além disso, o ministro Caputo participará no dia 29 de outubro em Rosario da primeira de uma série de “Rodadas de Negócios RIGI”, organizada pelo Ministério da Economia, que busca conectar projetos de investimento com fornecedores nacionais. A UIA expressou seu apoio a essa iniciativa, que se alinha com seus esforços para vincular fornecedores locais a projetos que estão sendo desenvolvidos sob o Regime de Incentivo para Grandes Investimentos.
A reunião de hoje é mais um passo nas discussões para abordar as reivindicações do setor industrial em relação a impostos, energia e as recentes decisões da CNV, assim como a situação que as empresas enfrentam devido aos novos requisitos para depósitos e retiradas.
Fonte: www.infobae.com