A ONG Cubalex alertou sobre um notável aumento da violência cidadã em Cuba, reportando 52 casos de homicídio documentados em agosto. A organização antecipa que esse número pode aumentar nos próximos dias à medida que se finalize a coleta e verificação de relatos.
O monitoramento da Cubalex indica que, além dos homicídios, foram registrados 314 eventos de violência e insegurança em diversos pontos da ilha, incluindo cinco feminicídios, a mesma quantidade de suicídios e uma tentativa de suicídio. Apesar do aumento em relação a julho, quando foram documentados 37 homicídios, a projeção anual de 6,64 mortes por cada 100.000 habitantes continua sendo inferior aos números de outros países da região.
Os números de agosto representam um aumento de 40% em comparação com o mês anterior, o que, na opinião da organização, “evidencia uma tendência que, longe de diminuir, continua se agravando”. Além disso, destaca-se que esse número não deve ser considerado definitivo, uma vez que alguns eventos podem ser conhecidos e reportados dias após ocorrerem, enquanto outros podem ficar sem divulgação.
Além disso, a Cubalex criticou a falta de informação pública e as restrições existentes para documentar a violência em Cuba, apontando a ausência de estatísticas oficiais atualizadas e desagregadas sobre homicídios, feminicídios e outros crimes. A organização denunciou que a crise energética, hídrica e sanitária que afeta a ilha tem contribuído para o deterioramento das condições de vida, o que impulsionou um aumento sem precedentes nas protestas durante o primeiro semestre de 2026, que alcançaram um total de 766 em 141 municípios.
Cuba enfrenta uma crise profunda há seis anos, marcada por escassez de bens básicos, apagões constantes, inflação e um colapso dos serviços. A pressão dos Estados Unidos, intensificada pelo cerco petrolífero e sanções recentes, agravou ainda mais a situação.
Fonte: www.infobae.com