A senadora Lourdes Alcorta se distanciou da postura da bancada de deputados da Renovação Popular, que solicitou a saída do comandante geral da Polícia Nacional, Óscar Arriola. Alcorta qualificou a decisão como uma “gafe” e defendeu a permanência de Arriola em seu cargo.
Em uma entrevista ao Canal N, Alcorta expressou seu desacordo com a opinião da deputada Norma Yarrow, que havia exigido a destituição imediata de Arriola. A senadora argumentou que é crucial que o chefe policial complete seu mandato de dois anos, uma vez que as mudanças frequentes nas altas cúpulas prejudicaram a “institucionalidade e a moral” da PNP.
Alcorta mencionou que nos últimos governos, incluindo os presididos por Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski, Martín Vizcarra, Francisco Sagasti e Pedro Castillo, houve uma sucessão de trocas de generais que levou a uma instabilidade considerável dentro da instituição policial. Embora tenha reconhecido que Arriola enfrentou críticas durante sua gestão, afirmou que isso não justifica sua destituição imediata, ressaltando sua experiência na luta contra o terrorismo.
A senadora também esclareceu que o comunicado que solicitou a saída de Arriola foi emitido pela bancada de deputados, e acrescentou que os senadores de sua agrupação não compartilhavam dessa posição. “Na bancada de senadores, ninguém estava de acordo”, afirmou. Alcorta destacou que, apesar de pertencer ao mesmo partido liderado por Rafael López Aliaga, ambas as bancadas operam de maneira separada, indicando que têm “caminhos diferentes”.
Finalmente, Alcorta concluiu reiterando que a solicitação de Yarrow é um erro passageiro, e que as diferentes posturas dentro do partido refletem a diversidade de opiniões e enfoques sobre a gestão policial.
Fonte: www.infobae.com