O julgamento pela morte de Diego Maradona será retomado nesta quinta-feira, após a acusação concluir a fase de produção de provas. Esta etapa corresponde à defesa, que começou a convocar suas testemunhas durante as audiências.
Leopoldo Luque, o neurocirurgião acusado, havia anunciado inicialmente que seu perito de confiança, Antonio José Maya, testemunharia hoje. No entanto, no último momento, Luque decidiu declarar novamente, o que causou descontentamento entre os promotores Cosme Iribarren e Patricio Ferrari. Durante o processo, foi exigido que as testemunhas fossem anunciadas com 24 horas de antecedência, assim como qualquer mudança de planos.
Essa declaração representa a décima vez que Luque comparece ao tribunal. Durante sua ampliação de indagação, diferenciando entre a análise dos peritos da Junta Médica e o estado do paciente enquanto Maradona estava vivo, ele expressou: “Deixou-se entrever, e muitos notamos, que há um paciente após a morte e parece haver outro em vida. Por isso se faz uma hipótese da promotoria que é ‘como não viram os alarmes?, como ninguém fez nada?’. A resposta é simples: o paciente que descrevem os peritos da Junta não é o que tínhamos em vida.”
Luque continuou explicando que os exames realizados em Maradona eram normais e que o hepatologista confirmou que, embora tivesse cirrose, seu fígado funcionava de maneira normal e sem sintomas. “A estrutura não é a mesma que a função”, esclareceu. Em seu depoimento, Luque defendeu seu papel na internação domiciliar de Maradona e apoiou os outros acusados, garantindo que não viu nenhuma ação errada por parte dos profissionais envolvidos em seu cuidado.
A audiência do dia começou após as 10h30 da manhã, com os juízes tratando de algumas solicitações pendentes antes que a defesa de Luque pudesse prosseguir. Informou-se que o perito convocado por Luque não podia testemunhar devido à necessidade de revisar seu relatório de 170 páginas. Assim, a defesa determinou que Luque ampliaria sua indagação pela décima vez.
Fonte: www.infobae.com