O ex-presidente colombiano Gustavo Petro alertou sobre o uso de tecnologia digital nas eleições no México e no Brasil durante sua visita à Cidade do México em 31 de agosto. Seus comentários, que criticam o uso de algoritmos e bots, ressaltam sua preocupação com a integridade dos processos eleitorais na região.
Petro fez essas declarações em uma conferência na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), onde advertiu que ferramentas como algoritmos e bots poderiam influenciar as eleições gerais do Brasil e as eleições intermediárias do México em 2027. Durante seu mandato, Petro já havia denunciado fraude eleitoral nas eleições que levaram Abelardo de la Espriella à presidência, comentando que seu sucessor se beneficiou de uma suposta intervenção digital sem apresentar provas durante seu discurso.
O ex-mandatário menciona que uma rede de dois milhões de bots teria manipulado o debate público na Colômbia, favorecendo De la Espriella. Além disso, vinculou sua acusação ao conhecimento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, embora não tenha fornecido detalhes concretos sobre essa afirmação.
“O México está em perigo e o Brasil já vem”, foi um dos alertas que lançou diante de um auditório majoritariamente estudantil. Petro expôs que o fenômeno do uso indevido de tecnologia pode se espalhar não apenas para seu país, mas para outros na América Latina como Peru e Chile, colocando em dúvida a legitimidade das próximas eleições nesses locais.
O ex-chefe de Estado também voltou a defender o senador Iván Cepeda como continuador de seu legado político, sublinhando sua intenção de manter presente seu legado apesar da recente transição de governo na Colômbia. Sua visita ao México incluiu reuniões com líderes políticos e um chamado à reflexão sobre o impacto das plataformas digitais na opinião pública.
Além disso, Petro aproveitou sua estadia para apresentar seu livro Economia política da crise climática, onde critica o modelo econômico neoliberal e alerta sobre os desafios das mudanças climáticas. Em sua conferência, também dirigiu críticas a grandes empresas de tecnologia como Meta e SpaceX, relacionando seu poder com a manipulação da informação política.
Fonte: www.infobae.com