A presidenta Claudia Sheinbaum detalhou nesta quinta-feira os aspectos mais importantes de sua reunião com o ex-presidente colombiano Gustavo Petro, que ocorreu no Palácio Nacional e se concentrou em seu novo livro e na geopolítica da América Latina.
Durante sua coletiva matutina, Sheinbaum compartilhou que Petro lhe falou sobre a obra que está redigindo, na qual explora temas previamente discutidos sob sua própria perspectiva e com informações não limitadas à Colômbia. Seu livro inclui reflexões sobre como as plataformas digitais podem influenciar eleições externas, a organização da “direita internacional” na região, e o impacto da inteligência artificial.
Sheinbaum enfatizou que apresentou a perspectiva mexicana, indicando que existe uma maioria no país que apoia a Quarta Transformação e as conquistas de seu governo, contrastando com as preocupações levantadas por Petro sobre a situação em outros países. Além disso, a presidenta estendeu um convite a Petro para que ofereça palestras através do Instituto de História e da Revolução Mexicanas.
No dia anterior à sua reunião com Sheinbaum, Petro havia dado uma conferência na Universidade Nacional Autônoma do México, onde alertou que “México está em perigo” devido a um sistema de manipulação eleitoral que poderia se repetir nas eleições intermediárias de 2027 e nas eleições gerais no Brasil. Atribuiu o sucesso do ultradireitista Abelardo de la Espriella na Colômbia a esse mesmo mecanismo, sugerindo que pode ter sido monitorado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
A reunião com Sheinbaum foi o fechamento da agenda de Petro no México, onde chegou no dia 31 de agosto em sua primeira viagem internacional desde que deixou a presidência em 7 de agosto. Durante sua visita, também se encontrou com outras figuras da esquerda latino-americana, incluindo o ex-presidente equatoriano Rafael Correa. Apesar do convite para atividades acadêmicas no México, Petro decidiu permanecer na Colômbia.
Fonte: www.infobae.com