O Governo nacional anunciou ações judiciais contra o ex-ministro da Igualdade, Luis Alfredo Acosta, devido à sua falta de entrega das chaves de armazéns que contêm mercadorias no valor de $16.800 milhões. Esta medida ocorre no contexto da liquidação do Ministério da Igualdade.
Miller Soto, porta-voz do Governo, afirmou que “o último ministro ainda não entregou as chaves dos armazéns que contêm cerca de dezesseis mil oitocentos milhões de pesos em mercadorias da DIAN”. A revisão foi realizada a partir do Fonigualdad, onde foram identificados “mais de sessenta contratos de última hora” que somam aproximadamente quatrocentos sessenta e nove mil milhões de pesos. Soto destacou que um único contratado concentrava mais de cento e setenta e um mil milhões de pesos, enquanto no ano anterior apenas 5% do investimento foi executado.
Como resultado dessas irregularidades, o Governo apresentou treze denúncias, que incluem seis penais, cinco disciplinares e duas fiscais. Durante o fechamento da pasta, serão eliminados 40 cargos diretivos, uma medida vinculada ao processo de liquidação.
O Governo de Abelardo de la Espriella avançou na dissolução do Ministério da Igualdade, eliminando todos os cargos de secretários estaduais. Esta decisão foi tomada após o Tribunal Constitucional determinar a falta de fundamento jurídico da entidade, o que também levou ao fracasso de uma lei no Congresso destinada a substituí-la.
O fechamento do ministério está inserido no Decreto 0626 de 19 de junho de 2026, que estipulou um prazo inicial de um ano para completar a liquidação e a possibilidade de prorrogação. A eliminação dos secretários estaduais está incluída em um esquema de restrições que se aplicam desde o início do processo de fechamento.
O fechamento do Ministério da Igualdade gerou incerteza trabalhista para cerca de 600 funcionários, o que levou a protestos em junho de 2026. Este ministério foi criado pela Lei 2281 de 2023 como parte do esforço do governo de Gustavo Petro para abordar as desigualdades existentes. No entanto, sua existência foi declarada inexequível pelo Tribunal Constitucional em 2024, o que levou ao seu fechamento.
Fonte: www.infobae.com