O Ministério da Fazenda deu sinal verde ao novo sistema de financiamento autônomo durante o Conselho de Política Fiscal e Financeira, com o apoio exclusivo da Catalunha e das Canárias. No entanto, sua implementação efetiva a partir de 1º de janeiro de 2027 ainda é incerta, já que requer uma maioria absoluta no Parlamento que o Governo ainda não possui.
Apesar do apoio do Governo, a proposta encontrou resistência, especialmente entre as comunidades governadas pelo PP, que se manifestaram contra, incluindo a ausência da Comunidade de Madrid. Mais surpreendente foi a rejeição das comunidades governadas pelo PSOE, como Castela-Mancha e Astúrias. A reforma avança porque o Executivo contava com o apoio necessário de algumas comunidades, alcançando assim 50% dos votos.
A reunião, que havia sido adiada, ocorreu sem incidentes destacados. O ministro da Fazenda, Arcadi Espanha, defendeu a reforma, assegurando o apoio da Catalunha por meio de um acordo com o ERC e da Generalitat de Salvador Illa. As Canárias, por sua vez, se uniram após alcançar um acordo para melhorar seu financiamento específico. Apesar de contar com esse apoio, 90% dos governos autonômicos a rejeitaram.
A deputada do Grupo Parlamentar Socialista em Castela-Mancha, Paloma Jiménez, argumentou a oposição de sua comunidade, destacando que o novo modelo não garante a qualidade dos serviços públicos nem a igualdade entre os cidadãos. Em um comunicado em Toledo, afirmou que Castela-Mancha precisa de um modelo de financiamento que considere a dispersão geográfica e o impacto econômico de oferecer serviços em áreas menores.
Por outro lado, a conselheira de Economia e Finanças da Catalunha, Alícia Romero, expressou seu apoio à reforma, considerando-a uma “janela de oportunidade”. Segundo ela, espera-se que o novo modelo tenha um impacto positivo de mais de 21 bilhões de euros em todo o sistema e que quase 4,7 bilhões estejam destinados a serviços públicos na Catalunha. Romero se mostrou otimista, destacando que a reforma avançará no Congresso nas próximas semanas, alinhando-se com a intenção do ministro de apresentá-la ao Conselho de Ministros “o mais rápido possível”.
Fonte: www.infobae.com