A controvérsia gerada pelo gesto de Kylian Mbappé, Vinícius Jr. e Konaté, ao desestimar uma mensagem de apoio a Ceuta durante uma partida, continua causando desconforto entre os torcedores do Real Madrid. No dérbi da última terça-feira, os jogadores usaram uma camiseta que mostrava a frase “Todos somos caballas” dobrada, o que foi interpretado como uma falta de respeito à iniciativa social. Em decorrência desse incidente, Florentino Pérez, presidente do clube, viajou a Ceuta para enfatizar a importância da conexão da equipe com a região.
O evento provocou reações diversas; enquanto os torcedores do Real Madrid expressam seu descontentamento, no FC Barcelona não se ouviu nenhum comentário a respeito. Isso levou alguns analistas, como Juan Carlos Jiménez, sociólogo esportivo, a argumentar que a política está intrinsecamente ligada ao futebol.
Jiménez menciona que a percepção dos jogadores mudou com o tempo, destacando que sua influência não é comparável à de décadas passadas. “Três jogadores podem fazer o que desejarem individualmente, mas ao representar uma instituição, suas ações têm um peso significativo,” aponta. O contexto sob o qual atuaram Mbappé, Vinícius e Konaté se tornou um ponto de discórdia devido às expectativas que os torcedores têm do Real Madrid.
Diferente do gesto dos futebolistas, que decidiram não mostrar apoio à causa, outros jogadores do Betis, como Abde, enfrentaram reações hostis após participar de iniciativas sociais semelhantes. Jiménez descarta que a mensagem da camiseta possua um fundo político e ressalta que a conversa se desviou para interpretações erradas dos próprios jogadores.
Apesar da atenção da mídia, Jiménez opina que a real influência dessas estrelas é menor do que se acredita. “O que Mbappé diz não interessa absolutamente a ninguém,” afirma, ressaltando que a figura dos youtubers ganhou mais relevância atualmente. Este incidente ilustra não apenas uma mistura de percepções no esporte, mas também como essas contradições são habituais na sociedade.
Fonte: www.infobae.com