A Câmara dos Deputados da Nação se prepara para avançar no tratamento dos projetos relacionados à morosidade e à emergência na deficiência esta semana. Através de uma convocação realizada pelos blocos opositores, pretende-se evitar que essas iniciativas fiquem sem debate.
Após uma semana de controvérsias, onde La Libertad Avanza (LLA) havia rejeitado submeter os projetos a debate, a presidência da comissão de Finanças, a cargo do deputado Santiago Pauli, anunciou um cronograma de reuniões. Pauli estabeleceu duas sessões informativas: uma programada para amanhã e outra para a próxima quarta-feira. O governo também previu duas novas reuniões para os dias 23 e 30 de setembro com o objetivo de emitir pareceres.
Por outro lado, blocos opositores criticaram esse cronograma, reafirmando a necessidade de uma sessão para quarta-feira. Apontam que a intenção não é aprovar as iniciativas, mas instar o corpo a que as comissões definam datas concretas para votar projetos vitais para abordar a morosidade e a emergência na deficiência. Acusaram a LLA e outros legisladores de tentar atrasar o tratamento. “Isto é uma manobra para ganhar tempo”, afirmou Cecilia Moreau, insistindo que o Congresso deve legislar para resolver uma crise que afeta milhões de argentinos.
Na sessão de amanhã, espera-se que diversas vozes sejam ouvidas. A deputada Laura Rodríguez Machado sugeriu incluir “sindicalistas e financeiras” no debate, o que gerou reações na sala pelas acusações dirigidas a certos setores de tentar prolongar o debate. Myriam Bregman, por sua vez, enfatizou a ineficácia do cronograma, considerando que a situação requer ações imediatas e urgentes.
A insistência da oposição por realizar a sessão do dia 9 de setembro se mantém, com o deputado Pablo Juliano argumentando que o governo evitou tratar o tema de maneira adequada. Reiterou que a sessão buscará institucionalizar um cronograma que conduza a uma votação efetiva, desconsiderando as tentativas de atrasar o debate.
Fonte: www.infobae.com