No setor fintech, a diversidade de gênero deixou de ser uma aspiração para se tornar uma métrica quantificável. As empresas que adotam equipes mistas estão reportando resultados significativos, evidenciando mais inovação e criatividade.
Naranja X é um exemplo dessa mudança, com mais de 40% de suas posições de liderança ocupadas por mulheres, cifra que se repete em seu comitê executivo, colocando a companhia acima das médias regionais. Silvana Jachevasky, Chief Marketing Officer da Naranja X, destacou no Infobae Talks Mulheres com Impacto que seu próprio caminho começou na Escola 9 de Crianças Luz Vieira Mendes em Córdoba, conhecida como a primeira escola inclusiva do mundo. “Nessa escola, o diverso era o comum”, lembrou, afirmando que essas experiências influenciaram sua visão sobre equipes e organizações.
A diversidade, segundo Jachevasky, não se limita ao gênero, mas inclui idades, experiências e estilos de vida. “As equipes diversas são poderosas”, afirmou, enfatizando que essa diversidade se traduz em resultados positivos para os negócios. Ao descrever as características da liderança feminina, mencionou a empatia, a capacidade de tomar decisões em contextos incertos e a ambição: “A ambição de crescer, de criar, essa ambição que multiplica e que inspira.”
No entanto, as mulheres ainda enfrentam desafios em suas carreiras. Jachevasky citou um estudo da Organização Internacional do Trabalho que indica que 70% das mulheres no mercado de trabalho são as principais responsáveis pelo lar, o que impacta em sua saúde e energia. Também destacou a necessidade de flexibilidade real no ambiente de trabalho e políticas que promovam o desenvolvimento profissional sem distinções de gênero.
Sobre a maternidade, reconheceu os avanços em licenças e tempos de cuidado, mas mencionou que ainda há muito a ser feito. Em relação ao impacto da inteligência artificial, Jachevasky o comparou à transformação digital, afirmando que é mais profunda e acelerada, embora careça de um manual de instruções claro. Na Naranja X, a inteligência artificial tem sido utilizada para amplificar a capacidade de suas equipes, resultando em uma capacidade adicional de 25% para desenvolver produtos e serviços.
Ao discutir como colocar o cliente no centro em um ambiente digital, Jachevasky defendeu uma abordagem humana: “O humano se traduz em ouvir.” Essa filosofia se traduz em iniciativas como Contas compartilhadas, desenvolvida para facilitar como famílias e grupos gerenciam o dinheiro em seu dia a dia. “É aí que a tecnologia começa a jogar a nosso favor”, concluiu.
A trajetória de Jachevasky e as decisões que toma na Naranja X demonstram que a escuta ativa é fundamental para o desenvolvimento de tecnologia útil, e que as equipes mais eficazes são aquelas que integram diversas perspectivas.
Fonte: www.infobae.com