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Ilya Espino de Marotta, primeira mulher a dirigir o Canal do Panamá até 2033

Ilya Espino de Marotta, primera mujer en dirigir el Canal de Panamá hasta 2033 Ilya Espino de Marotta, primera mujer en dirigir el Canal de Panamá hasta 2033

Ilya Espino de Marotta se tornou, em 7 de setembro, a primeira mulher a dirigir o Canal do Panamá, assumindo o cargo para o período 2026–2033.

Com mais de 40 anos de experiência na instituição, Espino de Marotta começou sua carreira em 1985 como a única engenheira no estaleiro da Divisão Industrial. Ao longo de sua trajetória, ocupou papéis importantes como vice-presidente de Negócios de Trânsito, vice-presidente executiva de Engenharia, oficial de Sustentabilidade e subadministradora. Além disso, foi fundamental na execução do Programa de Ampliação do Canal.

Como nova administradora, terá a responsabilidade de implementar a Visão Estratégica 2025-2035, centrada em garantir a segurança hídrica, fortalecer a resiliência operacional e diversificar os serviços do Canal. Suas principais iniciativas incluirão o lago de Rio Indio, os terminais portuários no Atlântico e no Pacífico, bem como o corredor energético e logístico, todos projetados para reforçar a competitividade do Canal e sua contribuição para o desenvolvimento nacional. “Tenham certeza de que farei o melhor pelo país, como fiz nesses 41 anos no Canal do Panamá”, afirmou ao assumir seu novo cargo.

Rubén Gustavo Pérez Pinzón acompanhará Espino de Marotta como subadministrador temporário do Canal. Ele continuará nesse papel até que o Conselho de Administração finalize o processo de seleção de um novo subadministrador, garantindo a continuidade de suas funções. Pérez Pinzón, com 35 anos de experiência no Canal, atualmente atua como vice-presidente de Capital Humano.

Um dos desafios atuais e futuros do Canal é a água, um recurso vital que está ameaçado pelo fenômeno atmosférico de El Niño. Recentemente foi anunciado que o calado máximo autorizado para os navios neopanamax será mantido em 48 pés, com base na avaliação dos níveis do lago Gatún e nas projeções meteorológicas. A redução para 47,5 pés, prevista para outubro de 2026, foi adiada até novo aviso, garantindo aos clientes maior continuidade na programação de suas viagens.

Para o ano fiscal de 2027, o Canal do Panamá apresentou um projeto de orçamento ao Conselho de Gabinete com receitas projetadas de $5.555 milhões, voltado para assegurar a sustentabilidade operacional e avançar com investimentos necessários para o futuro. Este orçamento prevê 10.750 trânsitos de navios de alto calado e 457,3 milhões de toneladas CP/SUAB, contemplando um cenário com condições hídricas desafiadoras e medidas para otimizar a gestão do recurso hídrico.

Estima-se que as contribuições diretas ao Tesouro Nacional alcancem $3.608 milhões, superando em $414 milhões os $3.194 milhões do orçamento para o ano fiscal de 2026. Além disso, outros pagamentos estaduais de $329 milhões são antecipados, o que levaria o total das contribuições a $3.937 milhões.

Fonte: www.infobae.com

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