O Alianza Lima enfrenta uma grave crise econômica com um déficit de 25 milhões de soles, o que gerou descontentamento entre os torcedores e tensão no clube. Fernando Farah, principal credor da instituição, compartilhou sua perspectiva sobre a situação atual e revelou detalhes sobre sua comunicação com o técnico Pablo Guede.
O déficit econômico do Alianza Lima despertou alarmes entre seus torcedores, especialmente após o escândalo do pagamento a Paolo Guerrero por consultoria. Segundo Fernando Farah, o clube enfrenta desafios inesperados desde a saída de Fernando Cabada. “A gente de fora começa a ver coisas que não gosta. Entramos sem saber o que havia, sem saber nada e dissemos: ‘Esteja como estiver, vamos resolver, vamos consertar’, só que nunca esperamos a situação econômica que encontramos”, comentou em uma entrevista ao programa ‘En Pared’ da TV Perú. Farah lamentou encontrar salários e valores em compras de jogadores que considerou incomuns para o clube.
O débito também ressalta a pergunta sobre os responsáveis pelo precário estado financeiro do Alianza Lima. Farah destacou que, após a saída do Fundo Blanquiazul, o clube estava em dia e com a caixa cheia. No entanto, a crise se intensificou com o apagão no Estádio Alejandro Villanueva contra o Universitário de Deportes em 2023. “O que sei é que, após essas três administrações, tendo tido uma economia saudável e próspera, nos encontramos hoje com uma economia que é totalmente o oposto”, sublinhou.
O dirigente também expressou seu descontentamento com os termos das desvinculações de Carlos Zambrano, Miguel Trauco e Sergio Peña, que foram alvo de uma denúncia de abuso sexual em Montevidéu, contribuindo para o déficit. “Eu sinto raiva, ira e incômodo por todos que tiram dinheiro do clube: representantes, agentes, os próprios trabalhadores do clube. Isso ferve meu sangue porque é como se me roubassem”, comentou.
Quanto ao seu diálogo com Pablo Guede, Farah revelou que busca uma renovação para a próxima temporada, enfatizando a importância de contar com pessoas com valores no clube. “Eu tive uma oportunidade de conversar com Pablo Guede. Como torcedor, se ele for campeão, claro que quero que Guede fique. Se o Alianza não for campeão, seria um fracasso. O Alianza é obrigado a ser campeão todos os anos”, concluiu.
Fonte: www.infobae.com