O presidente Abelardo de la Espriella se reuniu com a Sala Plena da Suprema Corte de Justiça e afirmou que seu Governo não interferirá nas decisões judiciais. Esta declaração busca reforçar o respeito à independência judicial em um contexto sensível.
Durante a reunião, De la Espriella enfatizou que todas as decisões dos juízes serão respeitadas, assegurando que isso se aplicará “desde o mais humilde juiz até o mais elevado magistrado”. O mandatário destacou que “a autonomia deste poder será rigidamente protegida” e reiterou que o Executivo não interferirá em competências reservadas ao poder judiciário pela Constituição e pela lei.
A declaração ocorre em um momento crítico para a Suprema Corte, após a denúncia de ameaças contra o magistrado José Joaquín Urbano e possíveis riscos para outros membros da Sala Penal. Diante dessa situação, o presidente de la Espriella ordenou à Unidade Nacional de Proteção que reforçasse a segurança dos magistrados, buscando assegurar seu bem-estar e a funcionalidade de suas atividades judiciais.
O encontro, significativo por sua proximidade ao início do governo de De la Espriella e em meio a diversas discussões institucionais, também busca estabelecer uma relação respeitosa com a Suprema Corte, responsável por decisões de grande impacto em assuntos penais, civis e trabalhistas.
A mensagem do presidente não apenas destaca o respeito pela independência judicial, mas também coincide com a necessidade de coordenar esforços entre instituições em temas de segurança e corrupção. A intenção é demonstrar um compromisso por parte do Executivo em preservar as competências próprias da Suprema Corte.
A defesa do poder judiciário é fundamental, não apenas através do respeito às suas decisões, mas também garantindo condições de segurança a seus magistrados. Este pronunciamiento reforça o suporte institucional necessário para as decisões que emanam da Corte, sublinhando que o Governo não intervirá em questões próprias da justiça. O compromisso de De la Espriella será observado em um clima de tensão futura entre o Governo e outros poderes.
Em suma, o encontro reflete a intenção da Casa de Nariño de construir uma relação institucional baseada no respeito, na segurança e na separação de competências, enquanto se avança nas investigações sobre as ameaças recebidas e se reafirma o compromisso de proteger a autonomia judicial.
Fonte: www.infobae.com