A Costa Rica lançou uma Rota Nacional com o objetivo de erradicar o câncer de colo do útero como um problema de saúde pública entre 2026 e 2030. A estratégia exige que todas as instituições do setor de saúde se alinhem para reduzir uma doença que atualmente causa aproximadamente 270 diagnósticos e 138 mortes anuais no país.
A meta é baseada no objetivo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde, que visa diminuir a incidência para menos de quatro casos a cada 100.000 mulheres. Atualmente, o país tem cerca de 7,7 casos a cada 100.000 mulheres. O câncer cervical é o quinto tipo de câncer mais comum entre as mulheres na Costa Rica e a sexta causa de morte por câncer nesse grupo populacional, sendo mais prevalente entre mulheres de 30 a 59 anos.
O ministro da Saúde, Alexander Sánchez Cabo, expressou que a nova diretriz estabelece um caminho claro para o setor de saúde até 2030, ressaltando que não se pode permitir que uma doença prevenível continue causando mortes. A estratégia se concentra na vacinação, na triagem e no tratamento oportuno.
A folha de rota busca fortalecer quatro áreas principais: a vacinação contra o HPV, a triagem, a detecção precoce e o tratamento adequado. A maioria dos casos de câncer cervical está relacionada a certos tipos do vírus do papiloma humano. Segundo Sánchez Cabo, “a eliminação do câncer de colo do útero como problema de saúde pública é uma meta possível para a Costa Rica, mas requer uma resposta articulada e sustentada”.
Para 2030, foi estabelecido o objetivo 90-70-90, que inclui alcançar uma cobertura de vacinação de 90% em meninas menores de 15 anos, que 70% das mulheres realizem um exame de alta precisão antes dos 35 anos e outro antes dos 45 anos, e assegurar acesso ao tratamento oportuno para 90% das mulheres diagnosticadas com lesões de alto grau ou câncer.
Essa estratégia será guiada por três eixos principais: promoção e participação social, prevenção e atendimento integral, e vigilância, registro e rastreabilidade. Espera-se que essa estrutura melhore a informação para a população, reforçe a vacinação e detecção precoce, amplie o acesso ao diagnóstico e tratamento, além de dar acompanhamento aos casos existentes.
O ministério destacou que essa coordenação será fundamental para enfrentar uma doença que afeta centenas de mulheres a cada ano. Sánchez Cabo lembrou que o câncer é a segunda causa de morte na Costa Rica e que é essencial mudar a percepção de que essa doença é inevitável, estabelecendo sua prevenção e controle como uma política pública prioritária.
Fonte: www.infobae.com