Flavio Briatore, líder da Alpine, acusou a McLaren de presentear dois carros a um juiz do Caso Gasly, em uma explosiva coletiva de imprensa que ocorreu horas após o Tribunal de Apelações da FIA retirar o pódio de Pierre Gasly no Grande Prêmio de Mônaco.
Briatore se apresentou à imprensa e lançou fortes acusações, sugerindo que a decisão do tribunal estava influenciada pela McLaren. “Aceitamos a decisão, mas o estranho foi que o quarto juiz no painel… um dos juízes atuou como promotor nesse caso”, afirmou, referindo-se à relação do juiz com a McLaren. Mencionou ainda que o juiz, Filippo Marchino, havia sido relacionado a doações da McLaren a uma fundação que ele havia criado.
Andrea Stella, diretor da McLaren, se defendeu dessas acusações, indicando que já haviam emitido um comunicado sobre o assunto. “O que me parece insultante para a McLaren é que se questionem as decisões tomadas com os mais altos padrões na audiência”, expressou Stella, refutando as declarações de Briatore.
A controvérsia se origina após as sanções impostas a Pierre Gasly durante o Grande Prêmio de Mônaco. Apesar de cruzar a linha de chegada em terceiro lugar, foi rebaixado para a sétima posição após a apelação da McLaren e da Red Bull Racing. A 89 dias da corrida, a FIA comunicou que a classificação de Gasly havia sido novamente alterada, afetando significativamente a luta da Alpine no Campeonato de Construtores, onde estavam a apenas três pontos do quinto lugar.
Esse escândalo não só coloca em dúvida a integridade do processo de apelação, mas também tem implicações financeiras para a Alpine, que luta para melhorar sua posição na tabela, onde cada posição representa um impacto notável em seu orçamento para o próximo ano.
Fonte: www.infobae.com