Em agosto, a indústria automotiva argentina registrou uma melhora na produção, exportações e vendas no atacado em comparação a julho, embora todos os indicadores ainda estejam abaixo dos níveis de agosto de 2025.
Segundo o relatório da Associação de Fábricas de Automóveis (Adefa), durante o oitavo mês do ano foram produzidos 39.381 veículos, exportados 24.589 unidades e entregues 39.068 veículos a concessionárias. Apesar da recuperação em relação ao mês anterior, a produção ainda está 11,6% abaixo do mesmo mês de 2025.
O total de produção nos primeiros oito meses de 2026 foi de 275.228 unidades, uma queda de 17,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram produzidos 332.135 veículos. Dentro dos segmentos, a produção de automóveis mostrou a maior afetação, enquanto a de utilitários foi menos impactada.
No setor do comércio exterior, foram exportados 24.589 veículos em agosto, representando um aumento de 5,2% em relação a julho, embora uma diminuição de 3,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações totalizaram 174.859 unidades, o que representa um leve incremento de 0,9% em comparação com o ano passado.
No mercado interno, as vendas no atacado alcançaram 39.068 unidades, um aumento de 14,3% em relação a julho, mas com uma queda de 24,5% frente a agosto de 2025. No total, entre janeiro e agosto, as montadoras entregaram 301.375 veículos, uma contração de 24,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O presidente da Adefa, Rodrigo Pérez Graziano, destacou a melhora mensal, mas sublinhou que o setor enfrenta desafios significativos na comparação anual. “Os resultados de agosto mostram uma recuperação em relação a julho, embora a evolução anual e os dados acumulados indiquem que o setor continua passando por um cenário desafiador”, declarou. Além disso, indicou que o desempenho das exportações reafirma o potencial da indústria automotiva, mas é crucial avançar em competitividade para acessar novos mercados e melhorar as condições de produção e investimento.
Fonte: www.infobae.com