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A ONU votará sobre a adoção de um novo mapa que reflita o tamanho real da África

La ONU votará sobre la adopción de un nuevo mapa que refleje el tamaño real de África La ONU votará sobre la adopción de un nuevo mapa que refleje el tamaño real de África

A Assembleia Geral da ONU decidirá nesta sexta-feira sobre uma proposta apresentada por Togo que busca substituir o tradicional mapa-múndi por um que represente com maior precisão o tamanho da África. Essa mudança pode influenciar a forma como os continentes e suas dimensões são percebidos no contexto global.

Uma análise dos mapas atuais revela que a Groenlândia é representada com um tamanho similar ao da África, o que pode dar a impressão errônea de que a ilha, que conta com uma população de cerca de 56.000 habitantes, abrange mais de 30 milhões de quilômetros quadrados. No entanto, a superfície real da Groenlândia é de 2,1 milhões de quilômetros quadrados, o que demonstra a distorção apresentada pela projeção de Mercator, utilizada desde 1569. Essa projeção aumenta a representação das regiões mais distantes do equador, fazendo com que a Europa, a América do Norte, a Groenlândia e a Rússia apareçam desproporcionalmente grandes em comparação com continentes como África, América do Sul ou Índia.

A mudança proposta por Togo busca adotar o mapa Equal Earth, que oferece uma representação mais fiel das dimensões dos continentes. O Ministro das Relações Exteriores de Togo, Robert Dussey, declarou que a proposta conta com o apoio da União Africana e enfatiza que “a África não pede um tratamento preferencial, mas que sejam reconhecidas suas realidades e contribuições”. Essa mudança é considerada fundamental à medida que a África assume um papel mais proeminente na solução de desafios globais.

Uma campanha lançada em janeiro de 2025, chamada #CorretTheMap, arrecadou mais de 11.000 assinaturas no Change.org, apoiando esta iniciativa. A petição destaca que a projeção de Mercator reforça percepções erradas sobre a África, sugerindo que a distorção não é apenas um erro cartográfico, mas um “fracasso narrativo” que impacta sua percepção geopolítica e econômica. A campanha defende o uso do mapa Equal Earth, que preserva as proporções reais dos continentes e é ideal para representar de maneira justa o tamanho da África.

Fonte: www.infobae.com

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