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A China pode levar 15 anos para alcançar a tecnologia de fabricação de chips de última geração

China podría tardar 15 años en alcanzar tecnología de fabricación de chips de última generación China podría tardar 15 años en alcanzar tecnología de fabricación de chips de última generación

A China precisará de cerca de 15 anos para desenvolver suas máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), a tecnologia mais avançada na fabricação de chips de última geração, segundo Frank Rohmund, CEO da divisão de semiconductores do grupo alemão Zeiss.

Rohmund, que falou à Bloomberg TV na feira Semicon Taiwan, descreveu sua estimativa como “um pressuposto razoável”, mas admitiu que o ritmo exato dos avanços tecnológicos na China é difícil de avaliar. A fabricação de chips se tornou um objetivo chave nos esforços dos Estados Unidos para restringir o acesso da China a semiconductores avançados, especialmente em um contexto de crescente competição pelo desenvolvimento de inteligência artificial.

Washington já proíbe a ASML, o fornecedor de tecnologia de litografia, de exportar suas máquinas mais avançadas para a China, enquanto Pequim está realizando investimentos significativos em seu setor de semiconductores. Rohmund também expressou sua preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos expandirem seus controles de exportação para as máquinas DUV de gerações anteriores, argumentando que essas restrições poderiam prejudicar a indústria americana sem frear o avanço chinês. “Não acreditamos no impacto positivo dessas restrições à exportação, porque aceleram a inovação na China”, indicou.

A estimativa de Rohmund surge pouco depois de um relatório de analistas do UBS, que afirma que a China está pelo menos uma década atrasada no desenvolvimento de tecnologia EUV própria e que seu nível de maturidade técnica é comparável ao da ASML em 2004. Segundo o relatório, a indústria chinesa tem como objetivo aumentar sua autossuficiência em semiconductores para 80% até 2030, a partir dos 30% atuais.

Apesar de a tecnologia EUV ainda ser inalcançável, os fabricantes chineses já avançaram em sistemas de litografia DUV. Uma empresa em Xangai está produzindo equipamentos DUV por imersão, e o UBS prevê que a China pode começar a produção em massa em dois a cinco anos. A China também conseguiu fabricar um processador de smartphone de 7 nanômetros sem usar tecnologia EUV, destacando o chip Kirin 9000S do Huawei Mate 60 Pro, confeccionado pela SMIC por meio de um processo conhecido como “N+2”.

Fonte: www.infobae.com

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