A ala-pivô da seleção espanhola de basquete, Paula Ginzo, se prepara para o Mundial de Berlim, que acontecerá desde esta sexta-feira até 13 de setembro, com uma mistura de responsabilidade e empolgação, após um intervalo de oito anos sem participar da competição mundial.
Ginzo reconhece que as expectativas são “muito altas” e que há um desejo geral de alcançar grandes conquistas, embora advirta que “não é tão fácil como parece”. Ao longo de sua preparação, a seleção superou momentos difíceis, crescendo tanto fisicamente quanto tecnicamente à medida que se aproximava o torneio. “Competimos bem, que é o que buscávamos”, sublinhou em uma entrevista.
Desde a sede da Endesa em Madri, a jogadora de 28 anos, natural de Santoña e criada em Ourense, destacou a versatilidade da equipe escolhida pelo técnico Miguel Méndez. “Jogamos contra Mali e China, que apresentam estilos diferentes; adaptar-se é a chave em uma Copa do Mundo”, afirmou. Além disso, enfatizou a profundidade do banco, o que permite que, se uma jogadora não estiver em seu melhor dia, outras estejam prontas para brilhar.
Apesar de ser um time com menos altura, Ginzo garante que a evolução do basquete permitiu à seleção desenvolver um jogo interno que também pode aproveitar o arremesso de três. “Não podemos fazer o mesmo em cada partida, é preciso se adaptar e estar preparadas para o que cada jogo exigir”, acrescentou.
A equipe retorna ao Mundial oito anos depois, após sua ausência em Sydney 2002, o que significa que a maioria do elenco, exceto a capitã Alba Torrens, enfrentará isso pela primeira vez. “Falamos sobre isso, mas não pensamos muito, já que umas Olimpíadas são experiências semelhantes”, comentou.
Ginzo elogiou a influência de Torrens no grupo, destacando sua qualidade humana e sua experiência como valiosas para a equipe. A jogadora também expressou que enfrenta este Mundial com uma mistura de responsabilidade e empolgação, reconhecendo que, embora desejassem não ter tido um ano em branco, trazem consigo a responsabilidade de representar aquelas que não estão presentes, assim como a esperança de aproveitar o torneio.
Em relação ao primeiro encontro do Mundial contra a Alemanha, Ginzo sublinhou sua importância e a ansiedade que acompanha o início de um torneio, já que costuma ser difícil marcar a primeira cesta. Além disso, expressou sua confiança na Liga Espanhola, descrevendo-a como a melhor liga do mundo, onde qualquer equipe pode vencer ou perder.
A preparação para este Mundial foi complexa, já que Ginzo não tinha certeza de sua participação até uma semana atrás, com uma competição acirrada por um lugar na seleção. “Tive que continuar trabalhando duro para estar aqui, e embora agora eu esteja nesta posição, outras jogadoras também merecem”, concluiu.
Fonte: www.infobae.com