Franco Florio, o velocista argentino que abandonou o rugby para treinar com medalhistas olímpicos na Europa, busca se classificar para os Jogos de Los Angeles 2028. Com o objetivo de correr menos de 10 segundos nos 100 metros, Florio reflete o sacrifício e comprometimento que implica competir no mais alto nível.
Com 26 anos, Franco Florio está na Itália há mais de um ano, fazendo parte de uma equipe internacional de 14 atletas que compartilham treinos e desafios. Sua trajetória começou no rugby, onde chegou a ser jogador dos Pumas Seven, mas foi durante a pandemia que descobriu seu talento para o atletismo, passando a se dedicar aos 100 metros rasos, onde se estabeleceu como o velocista mais rápido da Argentina.
A transformação de Florio não foi do dia para a noite; ele conviveu com ambas as disciplinas antes de optar completamente pelo atletismo. “Sempre na minha cabeça eu ia provavelmente mais a jogador de rugby do que a velocista”, disse. No entanto, o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio permitiu-lhe explorar suas habilidades na corrida. “Corri rápido e disse: ‘Pô, sou bom nisso, vou ficar’”, compartilhou o atleta.
Franco teve uma ascensão notável em sua nova carreira. Em 2022, se tornou campeão sul-americano em Assunção e quebrou o recorde argentino dos 100 metros com um tempo de 10.11 segundos no Brasil. Além disso, estabeleceu um recorde nacional nos 60 metros indoor na República Checa e teve uma destacada participação no Mundial de Nanjing, China.
O treino na Europa apresentou novos desafios para Florio, que descreve a intensidade e o volume de trabalho como significativamente maiores do que na Argentina. O grupo diverso com o qual treina inclui atletas da França, Suíça e outros países, o que contribuiu para um ambiente competitivo e desafiador. “É um grupo de elite forte”, acrescentou Florio sobre seus colegas de treino.
A mudança para a Europa está alinhada com um plano de três anos de preparação para os Jogos Olímpicos em Los Angeles, com eventos-chave como o Sul-Americano do próximo ano que serão vitais para sua classificação. Para competir nos Jogos, ele precisará estar entre os 48 velocistas mais rápidos do mundo, um desafio exigente em um campo onde potências históricas como Jamaica e Estados Unidos predominam.
Franco destaca que manter uma carreira atlética de elite exige uma profunda vocação e sacrifício. “Você tem que querer muito”, afirmou. Sua meta pessoal é correr menos de dez segundos, uma ambição que vai além do esporte, ligando-se a representar a Argentina em eventos olímpicos, apesar da dificuldade de estar longe de sua casa e entes queridos.
Fonte: www.infobae.com