Acolfutpro, a Associação Colombiana de Jogadores de Futebol Profissionais, apelou ao Tribunal Constitucional para anular uma decisão que interrompeu a investigação da Superintendência de Indústria e Comércio (SIC) contra a Dimayor e cinco clubes por práticas restritivas no futebol colombiano.
A controvérsia surge após a decisão do magistrado Carlos Camargo, que suspendeu a investigação, a qual indicava que cinco clubes impediam os jogadores de se unirem a outras equipes. Acolfutpro considera que a decisão fere seu direito ao devido processo e não os permitiu participar como terceiros de interesse no caso. Em seu comunicado, a organização expressou que, apesar de serem reconhecidos como tais, não lhes foi concedida a oportunidade de defender os direitos dos jogadores.
O sindicato criticou a falta de imparcialidade do magistrado, que, por ter sido membro da Comissão Arbitral da Federação Colombiana de Futebol (FCF), poderia ter tido um conflito de interesse. Afirmaram que isso exigia que o magistrado se declarasse impedido, o que nunca ocorreu. Acolfutpro espera que o Tribunal Constitucional revise o caso e mantenha a sanção imposta pela SIC, enfatizando a importância do devido processo no âmbito esportivo.
Adicionalmente, Acolfutpro apresentou uma reclamação trabalhista contra o Deportivo Pasto pela falta de pagamento de salários às jogadoras da equipe feminina, a quem se deve dinheiro após sua participação na Liga Profissional. A situação foi levada ao conhecimento do Ministério do Trabalho, que já está ciente dos descumprimentos do clube.
A organização também chamou as autoridades trabalhistas a investigar a situação no Deportivo Pasto, garantindo assim os direitos das jogadoras, enquanto o clube enfrentou problemas semelhantes com seus jogadores masculinos.
Fonte: www.infobae.com